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Olá pessoal, tudo bem?

Hoje gostaria de falar sobre um tema da moda, mas que parece nunca ter sido explicado. Calma, não falarei sobre fugir para um mosteiro, abandonar o emprego e viver de arte.

Propósito aqui é mais instrumental, e exerce importante papel na construção de uma vida de sentido. Vou te mostrar como ele te dá energia para agir. E o que ocorre quando somos movidos por algo que não ele.

Vamos lá.

Como seres sociais que somos, buscamos pertencer. A uma família, a um trabalho, a um país. De alguma forma, sabemos que ficar de fora é ruim.

Não há nada de errado nisso, o mecanismo é biológico. O problema surge quando, na busca pelo encaixe perfeito, perdemos todas as nossas arestas.

E sem arestas nos tornamos uma esfera genérica e comum. Um ser indistinguível do grupo a que pertence.

Não sei se sou a pessoa mais adequada para falar de distinção, afinal, passei boa parte da vida surfando no oceano das expectativas alheias, usando máscaras sociais para sair bem na foto.

Ou quem sabe, minha reflexão seja relevante justamente por isso, por não partir de um paladino do autoconhecimento e segurança, mas de alguém que já trilhou o vale das sombras, caiu várias vezes, mas em algum momento achou uma rocha firme sobre a qual construir uma vida sua.

Hoje vou te mostrar que caí, mas aprendi sobre o chão em que piso ao ser forçado a olhar para baixo.

Continua…

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