A armadilha dos grandes estúdios
Adoro filmes. Como um ávido consumidor, tenho percebido um movimento que me desanima: grandes produções com tramas superficiais.
Não é um fenômeno recente, começou ainda na década de 70 quando produções originais deram prejuízo e os estúdios optaram por jogar seguro: apostar em produtos já testados para mercado de filmes, como continuações e adaptações.
Com isso, estúdios encheram os bolsos enquanto esvaziavam as tramas.
Esse fenômeno não acontece só na indústria cinematográfica, mas também na nossa vida. Quando buscamos crescer, não perguntamos o que temos que o mundo precisa, mas o que fizeram os que já ganharam dinheiro com isso.
Em vez de buscarmos criar nosso novo sabor, pegamos a receita de um bolo já bem vendido.
A maioria das pessoas são outras pessoas. Suas ideias são opiniões de outras pessoas, suas vidas uma imitação, suas paixões uma citação.
É uma troca perigosa. Trocamos a realização de criar algo genuinamente seu pela realização financeira. Substituímos a felicidade própria do homem pela satisfação típica de um banco.
Não é à toa que vivemos um período de grande riqueza material e de profunda pobreza de propósito, como se percebe pelo consumismo, individualismo, intolerância, ansiedade atuais.
Mas há uma forma de sair dessa tendência?
Sim, a filosofia (sempre ela) há muito prega a importância de saber quais bens que nos levam a uma vida de sentido.
Abaixo trago a lição de Sêneca, o exemplo de Jean Valjean e como podemos evitar que o materialismo nos leve a uma vida tão pobre e vazia a ponto de termos apenas dinheiro.
Continua após a leitura.
